No retorno da seleção brasileira masculina de vôlei das Olimpíadas de Pequim, é chegada a hora de decidir o futuro.Giba pretende seguir na seleção até 2010.
No retorno da seleção brasileira masculina de vôlei das Olimpíadas de Pequim, é chegada a hora de decidir o futuro.
Após o glorioso 29 de agosto de 2004, quando festejou o ouro em Atenas, a seleção masculina de vôlei mergulhou num ciclo olímpico marcado por muitas conquistas, mas também por transtornos. Até este domingo, correram 47 meses, 26 dias e algumas horas de provação para um time que um dia pareceu imbatível.
As derrotas para a Rússia na semifinal dos Jogos Olímpicos de Atenas-2004 e na decisão do Mundial-2006 e para Cuba na final dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro-2007 deixaram a seleção brasileira feminina de vôlei com uma fama: a de perder o controle nos momentos decisivos. Agora, com o inédito ouro obtido em Pequim neste sábado, em vitória por 3 sets a 1 (25-15, 18-25, 25-13, 25-21) sobre os Estados Unidos, esta equipe consegue a sua redenção e tira qualquer dúvida de que tem uma das melhores gerações na história. Ao longo da competição, a equipe verde-amarela havia passado sem maiores desafios por seus outros adversários. Um a um, caíram Argélia, as temidas Rússia, Sérvia e Itália, Japão nas quartas-de-final, China na semi e, por fim, os Estados Unidos.

O pior deles foi nas Olimpíadas de 2004, quando teve uma campanha parecida com a de Pequim. Foi à fase final invicta, com apenas quatro sets cedidos até as semifinais. No time, a ponta Mari se destacava. Era novata na seleção, mas uma das preferidas da levantadora Fernanda Venturini.
Na semifinal com a Rússia, veio o rótulo. Com erros sucessivos, quando precisava apenas de um ponto para ir à decisão do ouro (24-19 era o placar no quarto set), o elenco perdeu a chance de uma final inédita. Mari, a mais acionada, foi considerada uma das culpadas.
O técnico Zé Roberto se manteve no cargo e proporcionou à Mari, sempre uma das jogadoras de melhor desempenho nas estatísticas, novas chances de redenção. Após a pressão de 2004, o novo revés no Mundial de 2006 aumentou o drama. Naquela final, a mesma Rússia voltou a atrapalhar o Brasil. A seleção estava a dois pontos de ganhar o título, mas levou a virada das russas.
O que parecia mera coincidência se repetiu em 2007. Já vista como uma das mais fortes no mundo, a seleção não “amarelava” até a fase final das competições. Ganhava os jogos, assumia a posição de favorita ao título, mas depois vinha a decepção. No Pan de 2007, não foi diferente. Depois de atropelar as rivais, o Brasil desperdiçou uma série de match points na decisão contra Cuba. Resultado: medalha de prata em casa.
O título nas Olimpíadas poderá servir, então, para apagar qualquer imagem de derrota do time. Para o técnico, o ouro é uma resposta a uma geração que merecia mais prestígio. “Esse é um dos times mais vencedores de todos os tempos”, disse o técnico Zé Roberto, antes da final contra os Estados Unidos.

“Sempre há um sol depois de uma derrota”. A frase de Emanuel não poderia ilustrar melhor a despedida da dupla campeã de 2004 dos Jogos de Pequim. Após perder a chance de conquistar o bicampeonato, ele e Ricardo deram um show na disputa pelo bronze e derrotaram os “georgianos” Renatão e Jorge, que competem com os nomes de Geor e Gia, por 2 a 0, parciais de 21/15 e 21/10. No fim do jogo, a comemoração da dupla mais vitoriosa do Brasil proporcionou momentos de emoção à torcida verde-amarela.- De quatro em quatro anos a gente luta tanto, sofre muito por estar longe das pessoas de quem a gente gosta. Essa medalha de bronze foi muito importante. Há dois dias, a gente sofreu muito, mas sempre há o sol depois de uma derrota – afirma Emanuel.
A vitória e a medalha consagram uma parceria que superou um drama para subir ao pódio. Ricardo, que disputou os jogos tentando se recuperar de uma fratura no tornozelo esquerdo, não deu sinais da lesão. Mostrou a garra de um atleta que coleciona três medalhas em três participações olímpicas: prata em Sydney-2000 (ao lado de Zé Marco), ouro em Atenas-2004 e agora, bronze em Pequim-2008. Em uma cena rara de se ver, com os olhos cheios de lágrimas, ele resumiu o sentimento da dupla.
- Para a gente, esse bronze valeu como ouro. É um momento único. Aqui, tudo se torna eternidade.
O time de Bernardinho não demorou para juntar os cacos após a primeira parcial e, com autoridade, despachou a Itália com um 3 a 1 (19/25, 25/18, 25/21 e 25/22). A vitória coloca a seleção na final olímpica pela segunda vez seguida e prepara o terreno para a revanche contra os Estados Unidos, que tiraram o Brasil da decisão na Liga Mundial no Rio de Janeiro.
A seleção brasileira entrou em quadra tendo o oposto Anderson, de agasalho, apenas como torcedor - ele se recupera de uma torção no tornozelo esquerdo. A Itália não contou com o líbero Corsano, que sofre com problemas físicos, e ainda mandou para o sacrifício o oposto Fei, que se recupera de uma lesão no pé direito.
Em jogo emparelhado até o terceiro set. Depois de perder o primeiro e ter forças para vencer o segundo, a dupla brasileira formada por Márcio e Fábio Luiz mostrou um descontrole quando não podia na decisão da medalha de ouro no vôlei de praia.
Depois de quatro eliminações consecutivas em semifinais olímpicas, a Seleção Brasileira feminina enfim conquistou a inédita vaga na final do torneio olímpico de vôlei, nesta quinta-feira, nos Jogos Olímpicos de Pequim. O triunfo veio em cima da China, atual campeã olímpica, por 3 sets a 0 (27-25, 25-22 e 25-14). Na final, no sábado, as brasileiras vão disputar a medalha de ouro com a seleção dos Estados Unidos. A China enfrenta Cuba na briga pelo bronze. Com a vitória, a Seleção feminina espantou um trauma de quatro derrotas seguidas em semifinais olímpicas. Em Barcelona-1992, perdeu para a ex-União Soviética. Quatro anos depois, em Atlanta-1996, foi derrotada por Cuba, mesma algoz em Sydney-2000. Já em Atenas-2004, perdeu para a Rússia, em traumática derrota após estar vencendo por 24 a 19, no quarto set, com 2 a 1 no placar.
A partida começou favorável para as chinesas, que rapidamente abriram uma pequena vantagem no placar. A história mudou quando a equipe brasileira encaixou um bloqueio certeiro e igualou as ações. Mas vencer a China, ainda mais em casa, não seria uma tarefa fácil. O set seguiu equilibrado até o momento decisivo, quando Fabiana entrou para reforçar o bloqueio e não decepcionou. Ponto para o Brasil, que fechou o primeiro set com Sheila.
O equilíbrio no segundo set foi reflexo do primeiro, mas quem tinha o comando do placar era o Brasil. No entanto, dois erros seguidos permitiram o empate. Com mais confiança e um bloqueio eficiente, as brasileiras se recuperaram e, mais uma vez, nos último pontos, tiveram mais concentração que as chinesas, que erraram muito. Com quatro set points, o Brasil só conseguiu fechar no terceiro, com um erro de saque adversário.
As chinesas acusaram o golpe sofrido nos dois primeiros sets. A tarefa brasileira foi menos complicada na última etapa. Com relativa tranquilidade, a equipe deu um show e abriu uma vantagem considerável ainda no início. O sonho da primeira final olímpica estava próximo, mas a lição do passado não permitia nenhum tipo de descontração. Aplicadas, as jogadoras brasileiras não decepcionaram dessa vez e, em grande estilo, despacharam as atuais campeãs olímpicas e vão brigar pela medalha de ouro.
Debaixo de chuva, o vôlei de praia feminino do Brasil saiu de Pequim com lágrimas e sem brilho. Renata e Talita foram derrotadas pelas chinesas Xue e Zhang Xi por 2 a 0, parciais de 21/19 e 21/17, e ficaram sem a medalha de bronze dos Jogos de 2008.Com o resultado e a eliminação de Ana Paula e Larissa nas quartas-de-final, o Brasil fica fora do pódio feminino pela primeira vez desde que o esporte passou a fazer parte das Olimpíadas, em Atlanta-1996.
Mais um favorito brasileiro está fora da briga pelo ouro nas Olimpíadas de Pequim. Desta vez, no entanto, a notícia não é ruim para o país, já que uma dupla verde-amarela vai brigar pelo título. Em sua melhor partida nos Jogos de Pequim, Márcio e Fábio Luiz derrotaram os atuais campeões olímpicos, Ricardo e Emanuel, por 2 a 0, parciais de 22/20 e 21/18.
A Seleção Brasileira espantou a zebra e venceu a China por 3 sets a 0 (25-17, 25-15 e 25-16), nesta quarta-feira, nas quartas-de-final do torneio masculino de vôlei dos Jogos Olímpicos de Pequim. Com o resultado, a equipe deu mais um importante passo rumo ao bicampeonato olímpico. O próximo adversário será a Itália, em jogo que vai reeditar a final de Atenas-2004.O Ginásio da Capital estava completamente lotado. A China chegou a apresentar um bom volume de jogo e equilibrou as ações no início. No entanto, a equipe brasileira não demorou para crescer e impor sua superioridade.
Com tranqüilidade, os atuais campeões olímpicos mantinham uma boa vantagem no placar. No fim do primeiro set, Bernardinho colocou em quadra Bruninho e Samuel, comprovando a expectativa de que utilizaria a partida para rodar um pouco mais seus jogadores.
Se atuação brasileira no primeiro set não foi suficiente para acabar com qualquer esperança chinesa, o mesmo não pode ser dito em relação à segunda etapa. O bloqueio do Brasil funcionou, principalmente com Gustavo, e, aliado com a eficiência do ataque, foi o combustível do passeio verde e amarelo.
O último set foi reflexo dos anteriores. Rodrigão entrou para ganhar ritmo e, com clara superioridade, o Brasil manteve o jogo necessário para não levar sustos. Venceu facilmente e espera por um duelo mais equilibrado na próxima partida.
A semifinal entre Brasil e Itália será realizada na próxima sexta-feira. No mesmo dia, pelo outro lado da chave, a Rússia vai enfrentar o vencedor do duelo entre os Estados Unidos e a Sérvia, que jogam ainda nesta quarta-feira.
Após a classificação sofrida para as quartas-de-final, Ricardo e Emanuel viveram um drama diferente nesta segunda-feira. O paranaense deu um susto no companheiro e no Brasil ao cair durante um bloqueio. Mas a tensão durou pouco, e os campeões olímpicos conseguiram bater os americanos Gibb e Rosenthal por 2 a 0, parciais de 21/18 e 21/16, garantindo a vaga nas semifinais das Olimpíadas.
O Brasil já tem seus primeiros representantes nas semifinais masculinas de vôlei de praia. Márcio e Fábio Luiz venceram os austríacos Gosch e Horst por 2 a 0, parciais de 22/20 e 21/17, e garantiram a classificação. Agora, os atletas podem encarar seus compatriotas Ricardo e Emanuel na briga por uma vaga na decisão. Os atuais campeões olímpicos enfrentam os americanos Gibb e Rosenthal no duelo que definirá uma das semifinais dos Jogos.
Na terra da Grande Muralha, as atenções se voltaram para outro paredão neste domingo. Com um bloqueio impecável, que garantiu 18 pontos contra apenas dois do adversário, a seleção feminina de vôlei do Brasil derrubou a Itália e seguiu invicta nas Olimpíadas de Pequim. A vitória por 3 sets a 0, com parciais de 25/16, 25/22 e 25/17, garante à equipe verde-amarela a liderança do grupo B. Após fechar a fase de classificação com 100% de aproveitamento, sem perder um set sequer, a seleção enfrenta o Japão, que perdeu para a China por 26/24, 25/16 e 25/14, nas quartas.
O Brasil tinha que vencer a Alemanha. Este era o objetivo para ainda ter chances de ser líder do Grupo B. E, com a ajuda da Polônia, que venceu a Rússia, o resultado não poderia ser melhor: vitória e primeira posição na chave. Mas no jogo que não valia mais a vaga às quartas dos Jogos Olímpicos de Pequim, pois a equipe já estava garantida, o que marcou foram as bombas nos saques dos alemães e um susto de Serginho, que deixou a seleção brasileira tensa. Uma queda, um sumiço e todos os jogadores do Brasil ficaram apreensivos em quadra. Porém, uma resposta do líbero ao técnico Bernardinho – “Estou bem” - foi o suficiente para a equipe brasileira recuperar o fôlego e aplicar 3 sets a 0, com parciais de 25/22, 25/21 e 25/23.
O início da partida entre Brasil e Cazaquistão dava ares de um duelo difícil. Afinal, as rivais saíram na frente, e as brasileiras começaram desconcentradas. Mas a sensação de ‘guerra’ durou apenas dez minutos, e a única ‘guerra’ quem viveu foi o telespectador, que travou uma forte batalha para se manter acordado. A facilidade nos dois primeiros sets deu sono. Principalmente no segundo, que foi um atropelo. Porém, um despertador para os sonolentos apareceu no terceiro set. Com as reservas brasileiras em quadra, este foi o único período que deu sinais de um jogo tipico de Olimpíadas. E, entre o sono e a emoção, o telespectador que resistiu pôde ver o Brasil, já classificado às quartas, aplicar 3 sets a 0, com parciais de 25/13, 25/6 e 27/25.
Por muito pouco, o vôlei brasileiro não foi surpreendido por uma zebra norueguesa. Na partida mais dramática do país nas areias de Pequim, Renata e Talita garantiram a classificação para as quartas-de-final. As atletas superaram o abatimento e bateram Maaseide e Glesnes, número 26 do ranking, por 2 a 1, parciais de 12/21, 21/19 e 15/13. Agora, as brasileiras recarregam as energias para a próxima fase, que promete outra pedreira. As adversárias serão as australianas Barnett e Cook, que se classificaram após uma vitória suada contra as gregas Koutroumanidou e Tsiartsiani, também nesta sexta-feira.
Alívio para a dupla Márcio e Fábio Luiz em Pequim. Debaixo de chuva, a dupla se superou e derrotou os fortes Barsouk e Kolodinsky, por 22/24 e 21/17, garantindo o segundo lugar do grupo D e a classificação direta para as oitavas-de-final. Agora, eles aguardam a definição das outras vagas para conhecer seus próximos adversários. A liderança da chave terminou com Doppler e Gartmayer, que venceram os italianos Lione e Amore em partida preliminar. Com a derrota, os russos ficaram no terceiro lugar do grupo e esperam o final da rodada para saber se conseguirão terminar entre as duas melhores duplas na posição, que também avançam. Caso não consigam, os europeus vão encarar a repescagem, ainda nesta quinta-feira, na briga pelas duas vagas restantes na próxima fase.
O Brasil agora conta com suas quatro duplas classificadas. Ricardo e Emanuel avançaram invictos, assim como Renata e Talita. Já Ana Paula e Larissa perderam um dos três jogos da primeira fase, a exemplo de Márcio e Fábio Luiz.
No fim de julho, Giba virou herói de videogame batendo em guerreiros chineses. Na vida real, contra os gigantes russos, a história foi bem diferente. Com dores no ombro direito, o atacante foi lançado por Bernardinho nesta quinta-feira para salvar a pátria a apenas seis pontos da derrota. Como superpoder tem limite, não houve jeito: a seleção masculina de vôlei perdeu a cabeça e o jogo. O placar de 3 sets a 1 (22/25, 26/24, 31/29 e 25/19) reflete uma atuação tensa, recheada de provocações, polêmicas de arbitragem e vacilos em momentos decisivos. Agora, resta vencer a Polônia para garantir a vaga na próxima fase.
A vaga nas oitavas-de-final já estava garantida, mas Ricardo e Emanuel fizeram bonito em seu último jogo da fase de grupos nas Olimpíadas de Pequim. Diante dos australianos Schacht e Slack, os adversários mais difíceis de sua chave, os brasileiros deram uma aula de vôlei para vencer por 2 a 0, parciais de 21/14 e 21/17. Com o triunfo, a dupla garantiu o primeiro lugar do Grupo C e aguarda o fim da rodada para conhecer seus próximos oponentes.
O Brasil está classificado às quartas-de-final dos Jogos Olímpicos de Pequim. Após vencer Argélia e Rússia, a seleção brasileira superou na madrugada desta quarta-feira a Sérvia por 3 sets a 0, com parciais de 25/15, 25/13 e 25/23, e somou seis pontos no Grupo B. O resultado garante a liderança à equipe, que só saberá sua real posição na chave após o duelo contra a Itália, no domingo.
Após vencer com facilidade o Egito na estréia dos Jogos Olímpicos de Pequim, o Brasil enfrentou seu primeiro grande adversário, a Sérvia. Como era esperado, o jogo foi difícil. Além disso, teve uma atenuante, o capitão Giba não esteve em quadra. Com dores no ombro direito, o jogador foi poupado. Mesmo assim, a seleção brasileira soube lidar com a situação e conseguiu a vitória, de virada, por 3 sets a 1, com parciais de 25/27, 25/20, 25/17 e 25/21.
